Ações anti-DE&I: movimento sem futuro
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Ações anti DE&I: um movimento que não veio para ficar
Por Rodrigo Vianna
CEO da Mappit
Sabe esse movimento de grandes empresas dos Estados Unidos pelo fim das políticas afirmativas? Felizmente, ele não tem se convertido em grande influência nas decisões de empresários e líderes de negócio do Brasil. Por aqui, o ritmo de contratações em DE&I está acelerado, principalmente em se tratando de PCDs, pretos e pardos. E isso me deixa bastante animado.
Outro movimento tem me inspirado a manter a confiança no amadurecimento dos empregadores do Brasil: a retomada do investimento em jovens talentos. No dia a dia à frente da Mappit, tenho testemunhado o genuíno interesse e empenho de companhias de diferentes portes e segmentos em desenvolver e implementar programas muito bem estruturados, respeitando não apenas as necessidades de cada negócio, mas também a qualidade da experiência desses profissionais.
Fatos como esses foram os responsáveis pelo desempenho comercial da Mappit em 2024, com os resultados de todas as empresas do Talenses Group detalhados no nosso recente TG Report. Entre as nossas maiores demandas, três setores se destacaram: serviços financeiros e FMCG – varejo e luxo, além da indústria. As áreas para as quais mais recrutamos foram: finanças, supply chain e projetos especiais.
É fato que muitas incertezas econômicas, no Brasil e no mundo, impactaram os processos seletivos em 2024, agregando desafios para a Mappit. Isso, no entanto, não nos impediu de implementar a mudança de posicionamento que tanto planejamos. Desde o ano passado, além do recrutamento de profissionais permanentes em início de carreira, nosso conjunto de soluções foi ampliado com processos seletivos de DE&I e programas de aceleração de talentos.
São ações como essas que nos possibilitam contribuir para o desenvolvimento de uma sociedade mais justa e igualitária. Acreditamos que é impossível alcançar plenamente esse objetivo sem que sejam disponibilizadas no mercado oportunidades de trabalho inclusivas e afirmativas.
Considerando as perspectivas políticas e econômicas globais, o ano de 2025 pede cautela e estratégia, não estagnação. Quero dizer que os empregadores devem se dedicar a otimizar recursos, equipes e processos, sem perder de vista as tendências. Já, com relação aos profissionais, a recomendação é: avaliem propostas e a empresa em que estejam com base na cultura, no modelo de trabalho e no perfil de liderança.
Em tempos incertos, tomar uma decisão gera riscos. Não decidir, porém, pode ser uma atitude ainda mais danosa.
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