O conflito geracional e a diversidade no mercado de trabalho

É fato que ambientes de trabalho diversificados refletem no bom desempenho das equipes.  A McKinsey, empresa de consultoria empresarial americana, constatou que organizações que consideram a diversidade no recrutamento entregam resultados 25% melhores do que organizações “não-diversas”. Nestas empresas, a diversidade está presente em gênero, nível social, raça e, também geracional. 

Contar com perfis diversificados dentro das empresas é um importante diferencial competitivo, mas também pode gerar conflitos internos quando a companhia não se prepara para isso. O conflito geracional é um exemplo. Atualmente, cerca de quatro gerações diferentes convivem em um mesmo ambiente de trabalho com modelos mentais completamente distintos: baby boomers (1946 a 1964), geração X, (1965 a 1978) geração Y (1979 a 1990) e geração Z (1991 até os dias de hoje). 

De acordo com uma pesquisa do Talenses Group realizada com 1643 pessoas de todas estas gerações, a maioria delas – 88% não vê problemas no convívio com outras. Já dos que responderam ter alguma dificuldade no trato com outras gerações, 46,2% apontaram que a convivência com a geração Z é a mais difícil por conta da instabilidade desse grupo no emprego, a dificuldade de relacionamento e a ansiedade em alavancar rapidamente a carreira. Já os 17% que apontaram as gerações mais seniores como as mais conflituosas no ambiente de trabalho, indicaram que um dos fatores que dificultam o convívio é o tempo maior que levam para se adaptar às novas tecnologias.  

 

Estes conflitos são facilmente explicados e resolvidos quando entendemos a linha de pensamento de cada uma dessas gerações. Os baby boomers aprenderam com o comportamento da chamada geração silenciosa, onde os homens eram os únicos provedores, e tinham como foco o trabalho, para dar o melhor à família. Portanto, os baby boomers ainda carregam a mentalidade de que o trabalho é o mais importante da vida. Com as gerações seguintes esse pensamento começa a se dissipar e surge a busca pelo equilíbrio entre trabalho e vida pessoal sendo que, para as gerações Y e Z, o mais importante é a qualidade de vida e não apenas o cargo e o dinheiro.  

Outro ponto de dificuldade no entendimento entre as gerações é o fato de que, para os mais velhos, os sonhos eram sempre voltados ao “ter”. O profissional sonhava em ter o carro do ano, a casa própria e depois em ter uma casa ainda maior, consumindo marcas que lhe conferiam status. Tal comportamento está sendo modificado aos poucos, principalmente pelas gerações mais novas que não almejam mais possuir carros ou ter a casa própria, mas optam por alternativas de consumo na economia compartilhada. As marcas preferidas deste público também se posicionam de maneira diferente, são engajadas e baseadas em propósito e valores que fazem sentido para essa geração, como sustentabilidade e responsabilidade social. 

 

Portanto, se não houver uma abertura de mente para entender os anseios e diferenças dessas gerações, destes padrões de pensamento, a convivência se torna insuportável e até desrespeitosa. Quando os baby boomers e a geração X reclamam que a Z muda o tempo todo de empresa, eles não estão percebendo que o que falta para retê-los é o desafio e que isso pode trazer oportunidades de modificar o sistema de retenção de talentos, utilizando, por exemplo, um sistema de job rotation. 

Criar um time em que todas as pessoas pensam igual é fácil. Muito mais desafiador é ter um time diverso, já que o processamento neurológico da maioria das pessoas tende a apresentar resistência toda vez que se depara com pessoas diversas e que tem opiniões diferentes das suas. Quando isso ocorre, a pessoa ouve, mas não escuta efetivamente a opinião da outra pessoa, na verdade enquanto a pessoa está falando, o outro está pensando na contra-argumentação 

O caminho para uma cultura inclusiva, a fim de minimizar conflitos geracionais dentro das organizações é ter uma escuta de qualidade, madura e analítica, além de um diálogo apoiado em ações como mentoria reversa em que profissionais mais jovens trocam experiências os mais velhos. Como apontou a pesquisa realizada pelo Talenses Group, o resultado é que essa convivência é possível e necessária, e um pouco de empatia e mente aberta podem melhorar o ambiente corporativo. 

Cris Kerr 

CEO da CKZ Diversidade 

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