Upskilling e reskilling: já fez o seu planejamento desses aprendizados pensando em 2024?
Índice
Quer ir direto ao ponto? Navegue por aqui.
Upskilling e reskilling: já fez o seu planejamento desses aprendizados pensando em 2024?
Isis Borge Sangiovani
Managing Partner no Talenses Group & Executive Director na Talenses
Colunista da VocêRH e do Valor Econômico
Colunista da VocêRH e do Valor Econômico
Da mesma forma que as empresas evoluem, remodelando os escopos de negócio e dos postos de trabalho, estamos acompanhando o surgimento de novas profissões, além de modernização ou extinção das que já existem. Muitos desses movimentos têm sido impulsionados pelo uso da inteligência artificial (IA) e de soluções de tecnologia em geral.
Essa nova realidade faz com que as organizações precisem de talentos bem qualificados, preparados e capacitados para atenderem as demandas do mercado. Como essa necessidade deve continuar, é importante que cada um de nós mantenha o foco no aprendizado contínuo, através dos famosos upskilling e reskilling.
Para quem não está tão familiarizado com os termos que citei, eu explico. O upskilling pede o nosso foco na melhora de habilidades para uma função que atualmente já estamos exercendo. Já o reskilling diz respeito a nos capacitarmos para um momento de migração na carreira, é a preparação para um novo papel profissional.
Trouxe esse assunto para reflexão porque faltam apenas sete semanas para acabar o ano. E esse é um bom momento para planejar a agenda de 2024 com alguma habilidade técnica a ser trabalhada (hard skill) e também para fazer um balanço sobre a trajetória profissional e ver onde cada um de nós está no nosso plano de carreira.
É um bom momento para avaliar, também, se a nossa posição atual está mais ou menos em risco com os avanços da IA. Quais habilidades técnicas você precisa focar para estar apto a uma promoção ou migração de área? Será que a sua organização não estaria disposta a patrocinar ou subsidiar cursos para essa sua evolução?
Aos gestores, proponho uma reflexão. Em vez de ter como primeira opção dispensar alguém em função da chegada de soluções de tecnologia para o dia a dia do negócio, será que não vale capacitar esse profissional para atividades mais estratégicas e/ou para aquelas posições que você esteja com dificuldade para encontrar profissionais qualificados?
Muitas empresas têm optado por capacitar colaboradores para posições em aberto, ensinando a essas pessoas as habilidades técnicas necessárias para o desempenho da função. Fazem isso, principalmente, quando sabem que o profissional gosta da empresa e está adaptado à cultura corporativa.
Esse é um bom momento para uma ponderação por parte de todos que ocupam posições de liderança nas empresas. Quais habilidades serão necessárias desenvolver em cada um dos seus liderados para que a companhia atinja os resultados esperados no próximo ano? Será que não vale apoiar essa evolução por meio de cursos?
Nada indica que 2024 será um ano fácil. Isso requer que algo a mais seja feito para garantir que se tenha uma equipe mais bem preparada e engajada para fazer as coisas acontecerem. Os escopos de negócios das empresas evoluem o tempo todo e as pessoas devem acompanhar esse movimento.
O upskilling e o reskilling são ações essenciais para o desenvolvimento da empresa, dos negócios e da equipe. Com um time mais alinhado às necessidades do mercado e da companhia, consequentemente, a empresa terá mais potencial para manter ou elevar a qualidade dos resultados.
Gosto muito de uma frase de Charles Darwin que resume bem o atual momento do mercado de trabalho: “Não é o mais forte que sobrevive, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta às mudanças”. Ou seja, é preciso adaptabilidade! E, diante disso, também é preciso pensar em novas capacitações.
E quanto a você, o que estará na sua agenda em 2024 pensando na melhora da sua capacitação profissional? Compartilha os seus planos aqui nos comentários. Quem sabe os seus planos inspiram outras pessoas.
ISIS borge sangiovani
Managing Partner no Talenses Group & Executive Director na Talenses
Colunista da VocêRH e do Valor Econômico
Colunista da VocêRH e do Valor Econômico
Veja mais posts relacionados
Cultura de feedback contínuo: metodologias práticas e ferramentas que geram resultados reais
O que torna feedback uma prática cultural, não apenas pontual Feedback pontual acontece em momentos específicos: avaliações anuais, revisões de projeto, conversas […]
A ciência por trás do employee experience: por que EX vai muito além de benefícios
O que employee experience realmente significa Employee experience não é sinônimo de benefícios corporativos. Não se resume a vale-refeição, plano de saúde […]
Como criar políticas de trabalho flexíveis que atendam diferentes perfis sem gerar desigualdade
Por que políticas padronizadas já não funcionam para equipes diversas Durante anos, a área de Recursos Humanos operou com políticas de trabalho […]
Mindset para gestão híbrida: o que RH e lideranças precisam transformar para gerir equipes distribuídas
Por que o modelo híbrido exige mais do que novas ferramentas A transição para o trabalho híbrido revelou algo importante: investir em […]
É a estratégia que transforma a tecnologia em valor
O ano de 2026 do Talenses Group (TG) começou com algumas novidades. Uma delas é que, eu, Paulo Moraes, migrei da diretoria da […]