2026: o ano de consolidação das transformações tecnológicas e culturais

Chegou a hora de as empresas provarem o que aprenderam diante das mudanças velozes dos últimos tempos. Isis Borge analisa IA, liderança e confiança.

Há anos falamos sobre transformação: digital, cultural e organizacional. Mas poucos períodos pareceram tão decisivos quanto o que estamos prestes a viver. Pois, se a última década foi marcada pela aceleração, 2026 tende a ser lembrado como o ano da consolidação. Um momento em que as empresas precisarão provar que não apenas acompanharam as mudanças, mas que aprenderam a operar dentro delas. O mundo deixou de ser linear. Planejar já não significa traçar rotas fixas, e sim construir sistemas adaptáveis, capazes de responder a sinais fracos, contradições e rupturas inesperadas. Um cenário em que três forças se entrelaçam e redefinem a competitividade: inteligência artificial, liderança e confiança. A inteligência artificial deixou de ser apenas uma ferramenta. Tornou-se uma infraestrutura invisível que reorganiza trabalho, economia e relações humanas. O impacto mais profundo, porém, talvez não seja técnico, mas comportamental. À medida que algoritmos passam a mediar escolhas e experiências, colaboradores e consumidores elevam suas expectativas: querem mais personalização, mais velocidade e menos fricção. Isso impõe uma nova pergunta às lideranças: estamos usando tecnologia apenas…