As empresas ainda não entenderam a geração Z

Os jovens não são arrogantes, são mais bem informados sobre as marcas. Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, explica o que a geração Z espera das empresas.

Quem acompanha de perto processos seletivos de estágio e trainee sabe que o candidato de hoje pesquisa a empresa antes mesmo de se candidatar, cruza informações sobre clima interno, benefícios e reputação e chega à entrevista com um nível de exigência que poucas gerações anteriores tiveram. Isso não acontece por arrogância, mas porque a informação nunca esteve tão acessível. Com poucos cliques, esses profissionais conseguem formar uma percepção bastante consistente sobre uma empresa antes mesmo do primeiro contato, o que mudou o equilíbrio dessa relação. Se o acesso à informação tornou os candidatos mais criteriosos, também tornou mais difícil sustentar um discurso que não encontra respaldo na prática. Um erro recorrente das empresas é acreditar que basta parecer moderno nas redes sociais para atrair esse público. Não basta. A geração Z tem um radar afiado para discurso vazio. Se a organização promete inovação e abertura, mas no dia a dia opera de forma engessada, essa incoerência aparece rapidamente, muitas vezes já nas primeiras semanas de trabalho. O descompasso entre o que se comunica e o que se vive é, hoje, um dos principais motivos de desligamento voluntário entre jovens…