Devo contar que sou neurodivergente no trabalho?

Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, discute se o profissional deve revelar a neurodivergência no trabalho e por que cabe às empresas criar um ambiente seguro para isso.

Falar sobre neurodivergência no ambiente de trabalho ainda é um desafio para muitos profissionais. Apesar dos avanços nas discussões sobre diversidade e inclusão nos últimos anos, muitas pessoas neurodivergentes ainda têm dúvidas sobre como serão recebidas no ambiente profissional, especialmente em relação à postura de colegas e lideranças. Uma das perguntas mais comuns é: devo contar à empresa que sou neurodivergente? A resposta não é tão simples. Compartilhar essa informação pode abrir caminho para adaptações importantes na rotina de trabalho, facilitar a comunicação com a liderança e ajudar o profissional a desenvolver todo o seu potencial. Por outro lado, o medo de sofrer preconceito, receber rótulos ou ter suas competências colocadas em dúvida ainda faz parte da realidade de muitas pessoas. Ao observar os processos de recrutamento, desenvolvimento de carreira e iniciativas de diversidade, fica evidente que as empresas estão em diferentes estágios de maturidade quando o assunto é inclusão. Algumas já contam com políticas estruturadas, lideranças preparadas e práticas de acolhimento. Outras ainda associam inclusão apenas à contratação, sem necessariamente criar condições para…