Entre o balanço e o futuro existe uma variável chamada liderança

Os maiores riscos de uma empresa nem sempre aparecem no balanço. João Márcio Souza, CEO da Talenses Executive, mostra por que a liderança define a competitividade futura.

Receita, EBITDA, Margem, Geração de caixa, Market share, Produtividade e outros índices… Nunca tivemos tantos indicadores para medir o desempenho das empresas. Os dashboards dos CEOs e Conselhos estão cada vez mais sofisticados, permitindo acompanhar praticamente em tempo real a evolução financeira e operacional dos negócios. Mas existe uma pergunta que poucos painéis conseguem responder: a empresa está, de fato, preparada para continuar competitiva nos próximos cinco ou dez anos? Os investidores mais experientes sabem que nem sempre os maiores riscos aparecem no balanço patrimonial. Muitas vezes, eles estão escondidos na qualidade da liderança, na capacidade de adaptação da organização, na formação de sucessores, na cultura empresarial e na habilidade de transformar estratégia em execução. Foi justamente essa reflexão que me ocorreu ao analisar um estudo recente da Deloitte. Segundo a pesquisa, 88% dos líderes afirmam que orquestrar pessoas, competências e recursos é hoje uma prioridade estratégica. Ainda assim, apenas 7% acreditam estar fazendo avanços realmente significativos nessa direção. O dado chama atenção porque evidencia um paradoxo: as organizações compreendem a…