Perguntas de sempre numa entrevista de emprego só geram respostas ensaiadas
Muitos líderes não recebem preparo para entrevistar. Isis Borge mostra como ir além das perguntas genéricas para entender como o candidato pensa, decide e se adapta.
Em algum momento da carreira, praticamente todo líder vai precisar entrevistar alguém. Pode ser para contratar uma pessoa para o próprio time, escolher quem vai ocupar um cargo de gestão, decidir sobre uma sucessão ou, simplesmente, oferecer uma segunda opinião sobre um candidato. E existe uma contradição que sempre chama a minha atenção: contratar bem é uma das decisões mais importantes que um líder toma, mas poucas empresas realmente ensinam seus gestores a entrevistar. Profissionais de RH e recrutamento, normalmente, são preparados para isso. Estudam técnicas de entrevista, aprendem a investigar competências e aprofundar experiências, além de identificar inconsistências e reduzir vieses. Já quem lidera a área contratante, muitas vezes, entra na sala de entrevista sem nenhum preparo específico. É comum que recebam o currículo alguns minutos antes do encontro com o candidato e conversem com essa pessoa por uma hora. No final, precisam encontrar resposta para uma pergunta muito importante: “Eu contrataria esse profissional?”. É um processo pouco estruturado diante de tanta responsabilidade. É nesse contexto de pouco preparo que costumam surgir algumas das perguntas que ouvimos há…