Quando o CEO foca demais no presente, quem constrói o futuro?
A partir de estudo da PwC sobre o tempo dos CEOs, João Márcio Souza discute o risco de empresas consolidadas que deixam de construir o futuro.
Ao longo da história, muitas empresas consideradas sólidas simplesmente desapareceram. E é curioso notar que vários desses colapsos não ocorreram prioritariamente por fatores externos. Em muitos casos, tiveram relação direta com a incapacidade de se reinventar, com a demora em se adaptar a novos contextos ou com a resistência a mudanças estruturais. Na obsessão pelo presente, o futuro simplesmente deixou de ser construído. Dois exemplos de gigantes que pararam no tempo Talvez o exemplo mais emblemático seja o da Kodak. Durante décadas, a empresa dominou a fotografia mundial, mas subestimou o fim do modelo baseado em filmes fotográficos, mesmo tendo sido pioneira no desenvolvimento da câmera digital. Há também o caso da Blockbuster, que reinava absoluta no mercado de locação de filmes. A empresa não percebeu, a tempo, a mudança no comportamento do consumidor e o avanço inevitável das plataformas de streaming. Esses são apenas dois exemplos clássicos de organizações que falharam ao interpretar corretamente os sinais do tempo. Em uma análise superficial, pode parecer que subestimaram apenas a evolução de produtos e serviços. Na realidade, cometeram um erro de liderança estratégica…