Quando o silêncio provoca ruídos difíceis de ignorar

Por que jovens entusiasmados no processo seletivo perdem o vigor depois de contratados? Rodrigo Vianna, CEO da Mappit, reflete sobre o papel dos líderes em estimular curiosidade e pensamento crítico.

Confesso que uma inquietação vinha me acompanhado nos últimos tempos: a percepção de que alguns jovens profissionais, ao entrarem no mercado, deixavam para trás parte da curiosidade e da ousadia para questionar. Algo que eu notava em algumas reuniões ou eventos. E admito que essa sensação me gerava certa preocupação. No entanto, uma experiência recente me forçou a reavaliar essa impressão. Foi quando, em uma dinâmica de grupo de um cliente da Mappit, me vi diante de candidatos extremamente ativos, engajados e colaborativos. Presenciei jovens debatendo ideias com entusiasmo, escutando o outro com respeito, construindo soluções em conjunto. A energia na sala era palpável e a qualidade da interação, notável. Essa experiência me trouxe uma nova perspectiva: e se a questão central não for a ausência de curiosidade, mas sim a falta de um ambiente que a incentive? E se a estrutura, por vezes rígida, de muitas empresas, somada ao natural receio de errar no início da carreira, estiver inibindo um potencial que esses jovens claramente possuem? Considerei que o cenário exige uma análise mais profunda. Dentro dessa reflexão, um dado chamou a minha atenção: um estudo da Hult International…