Empresas devem mapear riscos psicossociais também entre os líderes
A atualização da NR-1 colocou os riscos psicossociais na agenda das empresas. Isis Borge alerta que a saúde mental dos líderes também precisa ser mapeada e cuidada.
A atualização da NR-1 trouxe para a agenda das empresas a necessidade de tratar os riscos psicossociais como parte da gestão de saúde e segurança do trabalho. Isso significa olhar, de forma mais estruturada, para fatores que podem adoecer o colaborador a cada novo expediente. Mais do que aplicar questionários ou criar canais formais, o desafio está em transformar esses instrumentos em diagnóstico, prevenção e planos de ação. O propósito da norma não é apenas medir o clima ou mapear denúncias, mas reduzir riscos que podem comprometer a saúde mental, a segurança e a sustentabilidade das relações de trabalho. No entanto, ainda que o foco seja na equipe como um todo, é preciso garantir que os líderes também recebam apoio e acolhimento. A empresa é um espelho do líder. Ele tem muita influência sobre o tom da operação, da cultura e do ambiente. Um gestor emocionalmente instável adoece a equipe. Entre os que são tóxicos, muitos não se dão conta dos impactos de suas ações e reações sobre o outro. Não por cinismo, mas por percepção equivocada sobre a realidade. Tenho acompanhado iniciativas muito boas voltadas ao bem-estar e à saúde mental dos colaboradores. Mas nem todas contam com ações…