Entrevista de desligamento
Isis Borge Sangiovani
Managing Partner no Talenses Group & Executive Director na Talenses
Colunista da VocêRH e do Valor Econômico
Colunista da VocêRH e do Valor Econômico
Entrevista de desligamento não é uma iniciativa obrigatória. Mas eu entendo esse momento como um recurso muito rico para empregadores que têm interesse genuíno em transformar a empresa em questão em um lugar cada vez melhor para se trabalhar. Por isso, sempre recomendo que os líderes e/ou profissionais de RH procurem propor esse bate-papo ao colaborador que está deixando a companhia.
É nessa conversa de encerramento, que a organização tem a oportunidade de:
● Mapear percepções do ex-colaborador sobre as condições de trabalho, as ações de reconhecimento, a política salarial, os benefícios, a infraestrutura da empresa, o clima organizacional e a preocupação da companhia com o planeta, a sociedade, o meio ambiente e os colaboradores;
● Questionar quais foram os melhores momento do profissional na jornada como colaborador da empresa e o que poderia ter sido melhor e/ou diferente;
● Compreender os pontos positivos e negativos da relação do profissional com o líder, os pares e a equipe, se for o caso;
● Entender detalhes sobre o pedido de demissão ou explicar melhor o motivo que causou a demissão do profissional;
● Mapear e esclarecer algum possível mal-entendido para que a relação termine da maneira mais positiva possível;
● Entender se o profissional passou por situações de discriminação, assédio ou constrangimento.
Para que seja um momento benéfico para todos os envolvidos, porém, é importante que a conversa aconteça em um momento em que os ânimos não estejam exaltados. Além disso, a pessoa responsável por representar o empregador deve demonstrar total abertura para receber críticas e sugestões de maneira empática. Confidencialidade também é fundamental.
Isis borge sangiovani
Managing Partner no Talenses Group & Executive Director na Talenses
Colunista da VocêRH e do Valor Econômico
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