Qual é a verdadeira “mentalidade” que circula na sua organização?
Índice
Quer ir direto ao ponto? Navegue por aqui.
Qual é a verdadeira “mentalidade” que circula na sua organização?
João Marcio Souza
Managing Partner & CEO Talenses Executive | Founder Talenses Group
Transição verde e padrões ESG são as duas principais macrotendências que deverão impulsionar o crescimento global do emprego até 2027, segundo o World Economic Forum.
Recentemente, tive a oportunidade de refletir sobre esse tema durante uma reunião com membros da Association of Executive Search and Leadership Consultants (AESC). Essa organização global visa estabelecer padrões de qualidade para as profissões de executive search e consultoria de liderança, baseando-se em iniciativas, informações e debates sobre mercado, tendências, oportunidades e desafios.
Reconheço que sustentabilidade, inteligência artificial e diversidade e inclusão não são temas novos nas discussões e decisões estratégicas de líderes e empresários. No entanto, gostaria de destacar um ponto específico. Saí do encontro, liderado por Lynne Murphy-Rivera Managing Director da AESC para as Américas, ainda mais convencido de que a adequação de uma organização a essas pautas vai muito além de métodos e processos. É fundamental que cada colaborador, independentemente do nível hierárquico, esteja genuinamente comprometido com as iniciativas.
Em momentos como esse, o papel investigativo e provocador do headhunter e/ou do profissional responsável pelo recrutamento dentro da companhia torna-se ainda mais relevante. Refiro-me a um processo de mapear a “mentalidade” interna, incluindo os valores, pensamentos e percepções daqueles que consideramos agregar ao grupo. Afinal, é também por meio da mente dos colaboradores que um negócio se desenvolve, inova e é moldado.
Podemos, por exemplo, procurar saber se determinado profissional entende a inteligência artificial como uma ameaça ou uma oportunidade para a função que executa. É possível, ainda, questionar quais tipos de ações corporativas os profissionais consideram ineficientes em se tratando de diversidade e inclusão. Além disso, podemos perguntar o que essa pessoa considera um case de sucesso no quesito capitalismo consciente ou quais ações ela pratica no dia a dia em prol das futuras gerações.
Essas são apenas sugestões de perguntas para ilustrar melhor o meu pensamento. De maneira geral, o objetivo é ter a oportunidade de atrair e reter talentos com base em discussões profundas e de impacto. É construir percepções sobre colaboradores e candidatos enquanto convidamos o profissional a migrar do pensamento individual para o coletivo. É trazer para a consciência de quem recruta, de forma clara e objetiva, qual tipo de mentalidade desejamos e qual estamos retendo e contratando.
Como headhunters e/ou contratantes, precisamos sempre nos manter atentos às necessidades de adequar os scripts e práticas das entrevistas, não só do ponto de vista técnico e comportamental. É importante saber o que colaboradores e candidatos pensam sobre os principais assuntos em pauta. Essa investigação precisa estar na nossa agenda.
Hoje, a contribuição estratégica da área de capital humano para as companhias é absoluta. Pois quando o perfil de um time está incompatível com os desafios, oportunidades e tendências do negócio e do mercado, não há estratégia robusta que prospere.
João marcio souza
Managing Partner & CEO Talenses Executive | Founder Talenses Group
Veja mais posts relacionados
Cultura de feedback contínuo: metodologias práticas e ferramentas que geram resultados reais
O que torna feedback uma prática cultural, não apenas pontual Feedback pontual acontece em momentos específicos: avaliações anuais, revisões de projeto, conversas […]
A ciência por trás do employee experience: por que EX vai muito além de benefícios
O que employee experience realmente significa Employee experience não é sinônimo de benefícios corporativos. Não se resume a vale-refeição, plano de saúde […]
Como criar políticas de trabalho flexíveis que atendam diferentes perfis sem gerar desigualdade
Por que políticas padronizadas já não funcionam para equipes diversas Durante anos, a área de Recursos Humanos operou com políticas de trabalho […]
Mindset para gestão híbrida: o que RH e lideranças precisam transformar para gerir equipes distribuídas
Por que o modelo híbrido exige mais do que novas ferramentas A transição para o trabalho híbrido revelou algo importante: investir em […]
É a estratégia que transforma a tecnologia em valor
O ano de 2026 do Talenses Group (TG) começou com algumas novidades. Uma delas é que, eu, Paulo Moraes, migrei da diretoria da […]