Recrutamento em TI: exigências dos empregadores
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Recrutamento em TI: empregadores estão muito mais exigentes
Por Paulo Moraes,
Diretor Geral da LANDtech
Passada a Era das startups, de profissionais se movimentando a uma velocidade sem precedentes, o conservadorismo volta a imperar nos processos seletivos de TI. O momento é de empregadores atentos não apenas à formação e especialização, mas também ao histórico do profissional, à postura, ao discurso, ao cumprimento de ciclos e as reais contribuições dessas pessoas em empresas e projetos.
É nesse cenário que a equipe da LANDtech vem transitando desde 2024, um ano de muito trabalho em diversos setores. Serviços financeiros, no entanto, foi o grande propulsor dos nossos resultados positivos no período, representando 87% de toda a nossa demanda. Esses e outros dados das empresas do Talenses Group estão detalhados no nosso recente TG Report.
Nessa mudança de postura dos empregadores, um projeto especial com um volume significativo de vagas de TI e digital, em todos os níveis, nos desafiou a alinhar as necessidades do negócio às expectativas dos clientes e à realidade do mercado de candidatos. Foram longos processos de reuniões e entrevistas densas, pautadas por informações, indicadores e percepções.
No final, tudo deu certo. Conseguimos fechar 100% das vagas do projeto, mas é importante que os empregadores caminhem pelo ano de 2025 cientes de que as disrupções estão aceleradas. A consequência disso são profissionais que ainda dominam pouco algumas das muitas novas tecnologias.
Algo que observei no ano passado e que deve seguir em 2025 é o aumento de cargos relacionados a novos temas nas áreas de desenvolvimento, dados, arquitetura, engenharia, automação e inteligência artificial. São posições que, por serem novidade, exigem conhecimentos técnicos pouco encontrados no mercado.
Na atual dinâmica do mercado, é praticamente impossível estar 100% preparado. É preciso entender melhor como desenhar os job descriptions, definir com estratégia o que exigir de cada profissional. Contar com o apoio de uma consultoria para perfis mais específicos. Reconhecer que nem sempre a pessoa perfeita existirá para assumir determinado desafio.
Em alguns casos será preciso abrir mão de alguma exigência e investir em uma ou outra capacitação de quem chega ou já está dentro de casa. É urgente, porém, criar ambiente e políticas que melhorem o nível de atração e retenção desses profissionais.
Isso porque o déficit de especialistas persiste e a guerra por talentos está longe de terminar.
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